Uso do efluente da suinocultura em bananeira Terra
Nome: MARJORIE DE FREITAS SPADETO
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 29/05/2020
Orientador:
Nome | Papel |
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GIOVANNI DE OLIVEIRA GARCIA | Orientador |
Banca:
Nome | Papel |
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CRISTIANO TAGLIAFERRE | Examinador Externo |
DELFRAN BATISTA DOS SANTOS | Examinador Externo |
EDVALDO FIALHO DOS REIS | Coorientador |
GIOVANNI DE OLIVEIRA GARCIA | Orientador |
JOSÉ FRANCISCO TEIXEIRA DO AMARAL | Suplente Interno |
Páginas
Resumo: A suinocultura é uma importante atividade econômica no cenário nacional; no entanto, este ramo da agropecuária é responsável por produzir consideráveis volumes líquidos de dejetos que podem proporcionar impactos negativos quando lançados de forma inadequada ao ambiente. Por sua vez, a presença de nutrientes nesses efluentes fazem com que os mesmos podem ser
utilizados como fertilizantes em cultivos agrícolas. Mesmo apresentando potencial para uso na agricultura, é necessário que estudos sejam realizados, a fim de garantir o manejo sustentável sem riscos de contaminação ao meio ambiente e perda da produtividade. Neste sentido, objetivou-se com a realização desta pesquisa monitorar e avaliar os atributos químicos do solo,
assim como a produção da bananeira Terra, decorrente da aplicação de diferentes doses de potássio advindo do efluente da suinocultura. O estudo foi desenvolvido na Área Experimental do Centro de Ciências Agrárias e Engenharias da Universidade Federal do Espírito Santo, no município de Alegre, ES (latitude 20º4445S e longitude 41º2911O). A espécie vegetal utilizada foi a Musa sp. AAB, subgrupo Terra, de propagação por mudas do tipo rizoma,
plantadas no espaçamento de 2,5 m x 2,0 m em uma área total de aproximadamente 1.200 m2, contendo 231 plantas. O experimento foi desenvolvido durante dois ciclos anuais da cultura. Foram utilizadas cinco doses anuais de potássio, de acordo com o Manual de Recomendação
de Calagem e Adubação para o Estado do Espírito Santo, advindo do efluente da suinocultura, sendo 200, 300, 400, 500 e 600 kg ha-1. A aplicação do efluente iniciou-se, em ambos os ciclos, quando as plantas atingiram o sexto mês de desenvolvimento, de forma manual. Amostras de solo foram coletadas periodicamente 24 horas após a aplicação do efluente nas faixas de profundidades de 0-15, 15-30 e 30-45 cm, as quais foram encaminhadas ao laboratório onde foi obtida a solução solo. O estudo relativo ao monitoramento da aplicação do efluente da suinocultura na fertilização do solo cultivado com bananeira Terra mostrou que os valores de potássio, condutividade elétrica, razão de adsorção de sódio e pH da solução do solo estiveram dentro dos padrões recomendados para o sistema solo-planta, não apresentando riscos quanto à salinidade, sodicidade e acidez. Já o estudo da produção da bananeira Terra e as possíveis alterações das características químicas da solução do solo, devido à aplicação do efluente da suinocultura na fertilização do solo, mostraram que o uso desses efluentes promove tanto o aumento dos valores das variáveis de produção como o peso do cacho, peso do fruto e produtividade, assim como o aumento dos valores das características químicas da solução do solo como o potássio, razão de adsorção de sódio, condutividade elétrica e pH da solução do solo, porém, com baixo risco de sodicidade, salinidade e acidez. Dessa forma, o uso do efluente de suinocultura apresenta-se como uma opção viável para o uso agrícola em cultivo da bananeira Terra.