APLICAÇÃO DE BIOMATERIAIS SUSTENTÁVEIS NA CONSERVAÇÃO PÓS-COLHEITA
Nome: RANYELLY LEÃO COUTRIM
Data de publicação: 01/08/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
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| ALCEBÍADES REBOUÇAS SÃO JOSÉ | Examinador Externo |
| JUSSARA MOREIRA COELHO | Examinador Externo |
| LEANDRO PIN DALVI | Examinador Interno |
| MOISES ZUCOLOTO | Presidente |
| RICARDO ANTÔNIO AYUB | Coorientador |
Páginas
Resumo: O uso indiscriminado de polímeros sintéticos derivados do petróleo tem provocado sérios impactos ambientais, sobretudo devido à baixa degradabilidade, à acumulação em ecossistemas terrestres e aquáticos e à ausência de uma gestão eficiente de resíduos plásticos. Diante dessa problemática, cresce o interesse por alternativas renováveis e de baixo impacto ambiental, capazes de substituir parcialmente os polímeros convencionais em aplicações industriais e alimentícias. Entre as estratégias emergentes, destacam-se a valorização de resíduos lignocelulósicos e o desenvolvimento de biopolímeros sustentáveis, integrando inovação tecnológica, economia circular e conservação ambiental. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo integrar estratégias de conservação de alimentos e valorização de resíduos florestais por meio de três capítulos complementares, que abordam desde a aplicação prática de embalagens ativas na pós-colheita até a extração verde de biopolímeros a partir de subprodutos florestais. No Capítulo 1, avaliou-se a eficiência de sachês absorvedores ativos (zeólita, permanganato de potássio, nitrato de prata e ferro) na conservação pós-colheita de pêssegos ‘BRS Fascínio’ sob armazenamento a 7 °C e 25 °C. Os sachês com permanganato de potássio e ferro prolongaram a vida útil e preservaram a qualidade dos frutos. O Capítulo 2 apresentou uma revisão sobre embalagens ativas e inteligentes, destacando seu papel na sustentabilidade e extensão da vida de prateleira de produtos perecíveis. O Capítulo 3, realizou-se a extração seletiva de celulose e lignina das brácteas estéreis de Araucaria angustifolia pelo processo etanosolv, que utiliza etanol e ácido clorídrico. A celulose apresentou polimorfismo I (2 = 14,8°, 16,3°, 22,5°, 34,7°, 37°) e bandas típicas em 3330, 2890, 1160 e 897 cm¹, enquanto a lignina exibiu bandas em 3400, 1600, 1510 e 1265 cm¹ e uma banda residual em 1740 cm¹, indicando hemicelulose. Conclui-se que as abordagens propostas representam alternativas viáveis e ambientalmente seguras para a conservação de alimentos e produção de biopolímeros sustentáveis, alinhadas aos princípios da bioeconomia e economia circular.
