CARACTERIZAÇÃO FÍSICA, SENSORIAL, QUÍMICA E PRODUTIVIDADE DE CULTIVARES DE Coffea arabica L. PARA OBTENÇÃO DE CAFÉS ESPECIAIS
Nome: GABRIEL BRIOSCHI ANDREÃO
Data de publicação: 09/12/2025
Resumo: A busca por cafés especiais tem crescido em larga escala nos últimos anos, fazendo do grão um produto onde o valor e a qualidade estão diretamente ligados. A região de montanhas do Espírito Santo se destaca como de grande potencial para produção de cafés de qualidade, devido as características únicas do seu terroir. Objetivou-se neste trabalho avaliar os atributos físicos, químicos, sensoriais e produtividade de dez cultivares de Coffea arabica L para produção de cafés especiais. O experimento foi conduzido no município de Venda Nova do Imigrante/ES, no sistema de delineamento em blocos casualizados com quatro repetições, sendo os tratamentos compostos por 10 cultivares (Catucaí 785-15, Catucaí Amarelo 2SL, Catucaiam 24137, Catuaí Vermelho IAC 44, Catiguá MG2, IPR 103, Tupi IAC 1669-33, Arara, Japy e Acauãnovo. A colheita foi realizada nos anos de 2023 e 2024. As amostras foram processadas em via-úmida, visando a obtenção do café despolpado. A secagem foi realizada em terreiro suspenso até atingir 11% ±1 de umidade (base úmida, b.u). Foram realizadas as avaliações de tamanho de peneira dos grãos, análises sensoriais de bebida, avaliação dos teores de cafeína, trigonelina e ácidos clorogênicos via cromatografia líquida de alta eficiência. Nas avaliações de peneira, a maioria das cultivares foi classificada como de peneira chata graúda (17 e superior), com destaque ao Catucaiam 24137 (74,23%), Tupi (67,19%) e Arara (66,48%), e os cultivares Japi (58,35%), Acauã Novo (48,43%) e Catiguá MG2 (40,97%), apresentaram maior percentual retido em peneiras 15 e 16, sendo classificados como de peneira chata média. Nas avaliações sensoriais, todas cultivares apresentaram potencial para produção de cafés especiais, com notas superiores a 80 pontos, com destaque as cultivares Arara, Catucai 785-15 e Catiguá MG2, que apresentaram médias superiores a 85 pontos. Nas avaliações químicas, os teores de cafeína encontrados variaram de 0,95 a 1,26%, para as cultivares Arara e Catucaí 2SL, respectivamente. Já para trigonelina, foram observados valores variando de 0,84 a 1,13%, para a cultivar Arara e Catucaiam 24137, respectivamente. Os teores de ácidos clorogênicos obtidos, variaram de 2,44 a 3,51%, entre as cultivares Catuaí IAC 44 e Catiguá MG2, Para a avaliação de produtividade, o destaque foi para as cultivares Arara (87,70 sc ha¹) e IPR 103 (72,81 sc ha¹). A partir do presente trabalho, foi possível concluir acerca da variabilidade no comportamento das cultivares dentre os parâmetros avaliados, reforçando seu potencial de uso nas condições edafoclimáticas em estudo, principalmente para a produção de cafés especiais, tendo como destaque a cultivar Arara, que apresentou os melhores resultados dentre os parâmetros avaliados.
