ZONEAMENTO CLIMÁTICO PARA OS CAFEEIROS CONILON E ARÁBICA, E DA FAVORABILIDADE PARA A OCORRÊNCIA DA FERRUGEM NO ESPÍRITO SANTO
Nome: SIMONE DE PAIVA CAETANO BUCKER MORAES
Data de publicação: 31/03/2023
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ALEXANDRE ROSA DOS SANTOS | Coorientador |
| FABIO RAMOS ALVES | Examinador Interno |
| JOSE FRANCISCO TEIXEIRA DO AMARAL | Presidente |
| MARCELO ANTONIO TOMAZ | Examinador Interno |
| RODOLFO FERREIRA DE MENDONÇA | Examinador Externo |
Páginas
Resumo: O Brasil é responsável pela maior produção e exportação de café (Coffea spp.) do mundo. O Espírito Santo (ES) é o segundo maior produtor brasileiro de café, sendo o maior produtor de C. canephora e o terceiro maior produtor de C. arabica. A incidência de doenças no cafeeiro representa uma das barreiras mais limitantes para a manutenção e aumento da produção e da produtividade no cenário agrícola, com destaque para a ferrugem (Hemileia vastatrix). O conhecimento das áreas de aptidão climática para o plantio de cafeeiro e da favorabilidade climática para a ocorrência da ferrugem no estado do Espírito Santo, são condições indispensáveis, para auxiliar no manejo sustentável desta doença no estado. Desta forma, objetivou-se com este trabalho determinar as áreas de aptidão climática para o plantio de C. arabica e C. canephora e da favorabilidade climática para a ocorrência da ferrugem no estado do Espírito Santo. As áreas aptas para o plantio de C. arabica e C. canephora corresponderam, respectivamente, 21,17 e 66,50%. As áreas aptas com algum tipo de restrição somaram 8,03% para o C. canephora e 15,74% para C. arabica. Enquanto, as áreas inaptas somadas as impróprias para o C. canephora e C. arabica corresponderam, respectivamente, a 25,47 e 63,09 %. O estado do ES possui 92,22% do seu território com favorabilidade climática para ocorrência da ferrugem (H. vastatrix). Com base, no zoneamento climático e da favorabilidade climática para ocorrência da ferrugem é possível planejar o plantio de cafeeiro, além do plantio de materiais suscetíveis nas regiões inaptas ou desfavoráveis à ocorrência da ferrugem e os resistentes nas áreas favoráveis à ocorrência, auxiliando no monitoramento e na tomada de decisão para o uso de fungicidas. Desta forma, tornando-se uma importante ferramenta para o estabelecimento das áreas de cultivo de C. canephora e C. arabica, e para o manejo sustentável da doença.
