Eficácia do controle biológico e químico no manejo do cancro dos ramos do cafeeiro em campo.

Nome: LUCAS JORDÃO SANTANA TIGRE

Data de publicação: 31/07/2026

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
CECÍLIA CHAGAS DE FREITAS Examinador Externo
FABIO RAMOS ALVES Examinador Interno
SAMUEL DE ASSIS SILVA Coorientador
SIMONE DE PAIVA CAETANO BUCKER MORAES Coorientador
WALDIR CINTRA DE JESUS JUNIOR Examinador Externo

Páginas

Resumo: O cancro dos ramos do cafeeiro, associado ao complexo de espécies Fusarium solani (FSSC), é doença emergente e destrutiva da cafeicultura capixaba, particularmente severa em Coffea canephora, sem medidas de supressão consolidadas. Avaliaram-se agentes de biocontrole (Capítulo 1) e ingredientes ativos (Capítulo 2) quanto à intensidade da doença, à produtividade e à viabilidade econômica, sob infecção natural, em quatro lavouras comerciais de conilon no Espírito Santo. O agente foi confirmado por isolamento e por teste de patogenicidade com reisolamento nas quatro áreas, ao nível do complexo de espécies. Adotou-se delineamento em blocos casualizados, com avaliação individual de todas as plantas úteis por parcela, severidade em escala ordinal de sete classes, índice de severidade e integração em área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD). Como a casualização ocorreu em nível de parcela, a planta é subamostra: de 86,4% a 98,2% da variação da AACPD situa-se entre plantas de uma mesma parcela, o que explica os coeficientes de variação de 64,1% a 111,0% e a ausência de separação por comparações múltiplas. A inferência primária foi o contraste ortogonal a priori entre testemunha e média dos tratamentos, avaliado por teste de permutação intrabloco com 10.000 reamostragens, com rota paramétrica como sensibilidade. Em doze avaliações ao longo de duas safras, o biocontrole reduziu a AACPD em 54,7% no clone K61 (p = 0,0308) e em 42,0% no clone LB1 (p = 0,0480), este marginal por não se sustentar na sensibilidade. Bacillus velezensis manteve significância isolada nas duas lavouras (p = 0,0163 e p = 0,0449); Trichoderma asperellum apresentou direção favorável sem significância. Não houve gradiente de dose. A produtividade aumentou em ambas (+41,9 e +65,5 sc ha1 no acumulado; p = 0,005 e p = 0,010) e o orçamento parcial foi favorável em todos os cenários de preço, incluído o custo operacional de aplicação. Função de dano e limiar econômico só se estabeleceram na lavoura de dez anos. Ao longo de um ciclo produtivo completo, os ingredientes ativos reduziram a AACPD em 61,4% na Área 3 (p = 0,0168), sem diferença entre a via foliar e a via de solo, e sem efeito detectável na Área 4 (p = 0,3997).

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